sexta-feira, 26 de março de 2010

GUERRA ENTRE ELISIO FREIRE E EUGENIO VEIGA


Tudo começou com um remate fortíssimo e fora de área do avançado [ponta de lança] Elísio Freire, que ao ver o guarda -redes Eugénio Veiga longe da baliza adversária, quis comemorar antecipadamente o golo da vitória.

quarta-feira, 17 de março de 2010

SÍNTESE DAS ATITUDES POLÍTICAS DOS POLITICOS DO FOGO NO GOVERNO


Durante a governação do MpD foram para os Ministérios do Dr. Carlos Veiga aproximadamente 4 ministros, com ênfase acrescido Dr.Alfredo Teixeira - o Delfim-, Dra. Ondina Ferreira, Dr. Arnaldo Silva e Dr. Claudio Veiga.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ÚBA CATCHÓ



Úba catchó

É ca manda catchó ubá

//

El é fruta de meninos de campo

Preto/branco na lampo

Na codjeta de tempo

Cátcho- cátcho na mom limpo

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

MOÇÃO & EMOÇÃO DO XII CONGRESSO DO PAICV

Este Congresso não so modernizou os estatutos do PAICV, como também modernizou o estilo e aliança interna, sem desconfiança e medo de abertura. Serviu para aproximar a família do PAICV espalhada pelo mundo e, juntos, cantar novas vitórias nas próximas eleições. Pois, confiamos no Presidente do Partido e ele em nós. Juntos construiremos o futuro

MOÇÃO & EMOÇÃO DO XII CONGRESSO DO PAICV

Este Congresso não so modernizou os estatutos do PAICV, como também modernizou o estilo e aliança interna, sem desconfiança e medo de abertura. Serviu para aproximar a família do PAICV espalhada pelo mundo e, juntos, cantar novas vitórias nas próximas eleições. Pois, confiamos no Presidente do Partido e ele em nós. Juntos construiremos o futuro

No eco das palavras que projectavam a imagem do desenvolvimento de Cabo-verde ficou claro na mente daqueles que ouviam a Moção de Estrategia de Orientação Politica Nacional do PAICV (Novos Tempos, Novas Respostas), conjugado em todos os tempos e modos verbais, sendo o indicativo presente e o gerúndio os mais empregados durante o discurso, que “a verdade dispensa enfeites. — Veritatis simplex oratio”. Sem qualquer paixão partidária, se via no semblante de todos aqueles que acompanhavam com atenção esse evento político um sinal de satisfação e esperança para Novos Tempos e Novas Respostas.

As realizações visíveis exigiam do Presidente do PAICV, Dr. José Maria Neves, um discurso pragmático, real e de pendor transparente.

Cabo-verde cresceu, desenvolveu e progrediu. Portanto, sem “ canhenhi”, devemos assumir com a devida honra as realizações dos 10 anos de mandatos do governo do PAICV.

Quando as palavras estão ligadas intrinsicamente à realidade, normalmente, elas são vistas e compreendidas facilmente pelos receptores da mensagem. Pois, foi nesta base que a Moção de Estratégia de Orientação Política Nacional ganhou aceitação ao apontar as promessas e seus cumprimentos nos prazos estabelecidos.

Comunidade caboverdiana nos EUA viu uma das suas principais reivindicações realizadas - ligação do voo Boston – Praia, através dos TACV, onde o cumprimento da promessa constitui a chave de confiança entre o eleitorado e o governo do PAICV.

Nas Comunidades de S. Tomé e Principe, Moçambique, Angola e Guiné Bissau foram estabelecidas pensões para idosos, melhoramentos de programas de inserção educacional, cultural e habitacional. Hoje, mais do que no regime do MpD, falam na coerência, seriedade e respeito desse governo para com as ilhas da diáspora. Mesmo para os emigrantes em Portugal, onde se esperava melhor condição de vida, foram criadas as condições de legalização, bem como reforço de politicas para suas participações na vida política e económica mais bem institucionalizadas, junto do governo português.

No país a infra-estruturação fala por si. Cabo-verde transformou-se radicamente nestes anos de mandatos do PAICV. Para nós que vivemos na diáspora existe uma inquietação que nos persegue sempre: Morar os últimos anos da nossa vida em Cabo-verde e tirar o mais rapidamente proveito desta Boa Governação no âmbito de investimento. Pois, hoje, mais do que nunca, havemos de pensar com mais atenção para que não percamos este precioso momento de oportunidade com relação ao investimento no país.

Para quem ouviu e assistiu de perto, e através de outros meios audiovisuais, o XII Congresso não só tomou conta da Moção, mas também da Emoção da família paicvista.

As lágrimas tem várias interpretações, quando derramadas... mas neste XII Congresso, elas tinham o sabor das realizações e de novas esperanças.

Este Congresso não so modernizou os estatutos do PAICV, como também modernizou o estilo e aliança interna, sem desconfiança e medo de abertura.

Serviu para aproximar a família do PAICV espalhada pelo mundo e, juntos, cantar novas vitórias nas próximas eleições.

Pois, confiamos no Presidente do Partido e ele em nós. Juntos construiremos o futuro.

Sim, estamos juntos para conquistar novas vitórias, sonhos que caboverdianas e caboverdianos não param de sonhar, rumo a um Cabo-Verde mais unido e próspero.

Na base de respeito mutuo, PAICV e o MpD, saberão estabelecer regras de jogos democráticos e, dendro de um parâmetro ético- deontológico, disputar o poder sem crispações que possam prejudicar a boa imagem da democracia e actores políticos de todos os partidos políticos de Cabo-verde.

Pois, vamos discutir ideias e projectos que sirvam Cabo-verde e não pessoas e/ou assuntos que ofendem personalidades cabo-verdianas.

Juntos, unidos na diversidade politica e em total interesse de servir Cabo-verde, levaremos a boa imagem do país ao mundo das nações.

Napoleão Vieira Andrade - Delegado ao Congresso

CLICK LISIN: http://www.youtube.com/watch?v=DmUNLS7XPIE

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PERDAO



De joelhos, te imploro
Oh deusa, coração de ouro!
Oiça minhas suplicas,
Sem rancor das tuas réplicas
//
Aos teus pés me rendo
Como culpado do teu sofrimento,
Mas não me crucifique
Para que não me caduque
//
Quero enxugar tuas lágrimas
Com beijo que angustia escondeu
No labirinto das horas tristíssimas
Ao som do soluço teu
//
Sim,quero render aos teus pés,
Para que nunca mais esqueças do que és
Nas horas de alegria e de tristeza,
Como amor da minha certeza

Napoleão Andrade

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

JURAMENTO




Porque vagueis meu prosador de madrugada,
Se na cama sofro engasgada
A infinita noite enfadada,
Marrada na ideia jurada!?
//
Porque fico rolando na cama,
Presa a alguém que não me ama,
Se temos que viver alegrias e tristezas juntos
Na bênção dos nossos juramentos?
//
Sol há de sair amanha,
Para na luz do dia
Sair e confessar sozinha
O ressentimento que me vigia

Napoleão Andrade

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


NB: Comberso sabido na linha e tradição de terra, cu sal e têmpera Djarfogo


Estaba um dia reado, cu nuvens brancos ta corre devagar na céu, na ritmo de brisa de mar que também estava ta sopra-nu na peto, qanto na ponta pátio de ca Nho Dico, proprietário de quel melhor vinho que parce na Fogo na Anos 60 ate 90, surgi ideia entre quês 3 homens que estaba la ta toma ses bom vinho, junto cu alguns bafas que estaba ta bem de cozinha de Deolinda, mãe de Napoleão, rapazinho amigo de nha fidjo também, ta conta parte e deverti cu tempo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


NB: Na linha e tradição de terra; cu raiz fincado na fundo ribeira nós corpo e nós alma t’afirma Djarfogo na som e na tom, na ritmo e na rumo de um Cabo-verde unido na diversidade
És é um passage que passa na Fogo entre um velho de nome Cuné e um jovem de nome Libau
.


Tudo alguém estaba preocupado cu vida de Cuné, que durante tudo sê mocidade e, também, na caminhada de sê 60 anos nunca el preocupa c’um mudjer pa sirbi-l de companhia.

Ao longo de sê vida ninguém c’obi se-l ranja um crencrém (moda ta falado na Djarfogo ora que um homem está interessado n’um relação amorosa c’um mudjer. Sempre el passa sê vida distraído ta joga oril ó carta, sem pensa na quel otro lado que homem mas ta gosta, nés caso, vida amorosa.

Libau e sés companhero, estaba interessado na envolve Cuné num experiência sexual. Então, véspera S. Filipe, Libau e mas 4 de sês companhero resolve cria-l um oportunidade p’el bai prova, primero bez, um relação sexual.

Comó rapazes sabê ma pés tipo de cusa tem que tra um bocadinho de brigonha és resolve sai cu Cuné na parodia, da-l bom grogo, depôs também bom prato comida, pa depôs és leba-l pa Casa d’Ago ( lugar unde ta funcionaba prostituição, quase legal, na Aguadinha, Bila).

Rapazes, tudo contente pamode homem nunca ca purba sal de sexo, pensa ma sés dedicação era justo e de um reconhecimento extraordinário pa Cuné.

Cu sistema tudo montado, rapazes escolhe quel menina mas bonitona, assim pa pode abri-l apetite sexual màs, és instrui menina e és fala-l ma Cuné era um homem virgem que estaba ta cai na sê mon; ali, menina fica màs contente e el fala’s: Nhos pode fica sossegado: nhos ca meste ensina peixe nada. El sorri moda um anjo,que, até rapazes fica quase arrependido, mas Cuné já estaba na braço de encantada.

Ma comó era dia de Cuné, rapazes entrega-l na mon de menina e cu satisfação és fica ta espera.

Qanto Cuné sai rapazes fica tudo contente e ancioso pa obi novidade. És pergunta-l tudo junto: Homem cosa é modi?!

Cuné, cu corpo labilabido e de cabis baxo fala’s: É só nhos que tem brio cu és cusa li; M-staba cu nha corpo dreto, farto nha bida e cu corpo esperto. Nhos espia manera quel morre-m corpo e, nunca mas ca nhos po-m nes cansera li, rapazes.

Rapazes, tudo espantados e desiludido fala pa companhero: És li sê bida é baradjo, oril e comida.

Na ta passa pa bai pa casa, Cune fala’s: És cusa quenha que ta gosta del é José de Tchica, Nobo Nês e Quim de Tchotchinha...és li ca tem piada.

Sem mas comberso, rapazes prati de garça.

Napoleão Vieira Andrade

NB: Na linha e tradição de terra, unido na letra, sílaba e palavra, rumo a língua cabo-verdiana.Evoluir/transformar, mas nunca negar linhas traçado pa pioneiros de Cultura cabo-verdiana
Djarfogo é um sociedade bastante heterogéneo [ de vários misturas de cultura], unde nu pode encontra tradição de Portugal, Franca, Espanha, Merca, etc. bem enraizado.
Nés pequeno passage nu cre demonstra o que passa entre um senhor de nome Mané e Nho Difonso.

Era num boca’l tarde de sábado, ainda cu sol, quase um palmo riba serra, que Mané parce na ca Nho Difonso pa cumpra galo, dja que nobidade de bons limarias dês proprietário era conchedo pa tudo banda.
Mané tinha paixão pa guerra de galo( tradição que, segundo ta papiado, bem de Espanha). Na maioria de disputa quel ta fazeba rapazes de zona ta ganhaba el e djel estaba chateado cu ses galos q’era tamanhos [bom pa guizados], mas que pa guerra era pior que galinhas.

Antan, nés tarde de sábado, na casa de Nho Difonso el pensa m’el ta tinha desafronta de gozos, pamo famas de bons limaria de Nho Difonso.

Qanto Nho Difonso cumprimenta-l e logo de seguida quel caneca zinco entchido vinho pa limpa garganta, Mané da cu odjo na um galo de cor “pedrado”, espora e boca comprido moda gudja que estaba dento quintal riba garnel.

Sem demora, pamode dja estaba tarde, Mané pergunta-l: Qanto nho ta bende-m quel galo la?
Nho Difonso, home falido na dinhero, fala-l: 35$00.

Mané, desesperado, mete mon na bolso e el entregal faci antes del arrepende.

Dia Domingo, 10 hora, na quintal de Parbedja, quês 6 rapazes que estaba combinado encontra pa faze galo guerra.

Qanto fazedo sorteio, primero ronda era galo de Mané contra galo de Cafune.

Comó era moda, quintal estaba T-boca de alguém, mininas, claro, quês mas terribe, ca ta fala ma e galo A contra galo B, mas sim, Mané contra Cafune só pa pode envolve pessoas também.

Qanto galo de Cafune começa ta bastiona de Mané meninas fica ta da palmo e Cafune, rapaz radjador, fica ta fala em piada que sim e galo, sim e dono.

Qanto galo de Mané fica na tchon sangue ta baza, Mané pega quel galo, el bai recto ca Difonso e el fala-l: Nho Difonso, m-pensaba ma limaria de Nho era moda nho, ma és galo é mas cobardo que nha galinha que m-tene na capoera.

Nho Difonso, home respostero, fala-l: Obi li, rapazinho! M’ca bende-bu soldado; qanto bu mesteba soldado bu ta baba quartel compraba soldado, bardamerda!

Mané, qanto el obi e el odja comberso ta bira áspero el po galo na tchon e el po pé na mama cadera, um stico pa casa.

Até hoje ca obido e nem odjado Mané na GUERRA DE GALO.

Só m-sabe ma Cafune está djobe-l pa um pé de luto la na fundo rebeira.

Napoleão Vieira Andrade

NOS SOCIEDADE NOS GUENTES


NB: Na linha e tradição de terra; nós sociedade, nós guentes e nós cultura.
Dia que du parà de escrebe e papia sobre nós cultura [cu nós propi mon e cu nós propi boca], alguém ta escrebe-nu el cu letra e palabra trocado. Avante, Djarfogo!

Nha Maria, por além de roscona é fadjada na po comida na prato, sê sentido de mudjer esperta dja contaba el ma Nené ta constaba na lista de bom comedores.


Antan, el escodje quel prato zinco mas fundo el ba recto pa panela.

Nené que staba encostado na portal de cozinha, ancioso pa odja e senti quel refogada, começa ta canta dento dente, de vez enquanto ta zubia tambem cu dente sarrado, forma de mata tempo, até que el ta pega prato na mon pel da quel zimbrada.


La mê, el fica ta longa cabeça e ta bota odjo dento prato que Nha Maria estaba ta serbi. Qanto el odja um lado prato só cu fijon figuera berde, quel otro lado de Djagacida e derriba cu 2 satadjo carne baca e 2 lasca’l bobra el coça garganta, na manera pel da sinal ma el sta perto, e Nha Maria, claro, sabida mode el é, el ratorce cu elegância e el estende-l mon cu quel prato caculado, djunto quel fala sê fidjo Mané pa panha-l um caneca d’agu na poti pa traze Nené.


Nené, cu tudo pureza fra-l obrigado na linguage corporal (mímica), através dum sorriso que ta come coraçan de qualquer alma caridosa.


Comó Nha Maria tinha que mandaba Nho Mané uns presentes otro dia na Monte Burmedjo, el bia 2 saco cu fijon, bobra canela, cobi, queijo e mantega pel manda-l dento terral cu Nené.
Depôs de galo canta 3 bes, António, fidjo Nha Maria, cela sés muleco russo e Nha Maria compô um balá de quarta e meio el da António pa pô na meio de bomburum.


Tudo em orde,Nha Maria entrega Nené um belhetinho pel da Nho Mané ora quel tchiga. Normalmente, bilhete é pa conta qanto artigos que bai e leba mantenha também. De seguida, Nené po muleco frente e el da caminho pa Monte Burmedjo.


Quanto el camba Beco, el senti ma muleco sta ba devagar, antan, el fala pa mas um companhero de jornada quel pega na viage ma el tem que djuda muleco.


Nho Djon, que ca concheba el, fica meio admirado dento del propi e começa ta atcha estranho sê comberso.


És anda uns 100 metro, antan, Nené fala-l: Nho espera-m pamode m-tem que lebia és carga nes muleco.


Nho Djon espera-l e fica ta espia-l... Nené tra bala el po riba se cabeça e dipos el monta moleco, cu bala riba se cabeça.


Muleco fica ta anda mas devagar, Nho Djon prati graça, e, até que sê matcho preto espanta também.


Nené, tudo natural, fala Nho Djon, assim: Nho ca sta atchà ma nha muleco sta anda mas devagar depôs que m-djuda-l?


Nho Djon, sem pode resiste más el da sê matcho 3 barencada chuati –chuati e el passa-l pa frente pel pode ganha caminhada .


Nené, qanto el odja ma Nho Djon dja passa-l e el tudo sério, el tchuma-l e el fala-l: És muleco é propi preguiçoso.


Nho Djon farto d’arri el panta sê burro faci e el bai animado cu piada quel atcha na sê viaje.
Nené, qanto el odja ma muleco ja deta na tchon, el dixé e el estuda da farto na queijo que staba na balaio.


Farto sê bida el da baxu tudo na zubiu até quel tchiga ca Nho Mané.


Qanto el entrega bilhete, Nho Mané atcha falta de 4 queijo e alguns gufonco de batata doci.


Nho Mané, home sério e posdreto, perguntal: na unde sta 4 queijo e 2 gufonco?


Nené, puro mode el é, el sorri e el fral: Trumode e ca’l ser quel linguarado [bedjetinho] que ja ba conta nho tudo cuza que m-faze na caminho?! Caprizo me m-senti-l ta kras-kras dento aldjibera.
Nho Mané,home de muto lida cu guentes dês tipo, manda frita pexe, ruma latas de atum, bolaxa, grogo e acucra pa manda Nha Maria.


El escrebe um carta fidjado el entrega Nené, cu tudo quês artigos celado na muleco.
Qanto Nené tchiga Cruz de Montinho na Tchada Tchã el para e el fala: Se bedjeti que mas pequinote odja tudo cusa e el ba conta Nho Mané, antan carta é pior.


Nés raciocínio, el enterra carta e el fra: m-sta enterra-bu e nem cruz m-ca ta pobu pa sinal ca fica, linguarados.


Feto assim, el finca pé el da pó na atum cu bolaxa e quanto el tchiga ca Nha Maria el entrega muleco e el ca nem espera descela. El ba pa Mostero e até hoje Nha Maria ca sabe cuze que Nho Mane po-l na carta.

Napoleão Vieira Andrade

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

NOS SOCIEDADE NOS GUENTES


NB: Comberso sabido na linha e tradiçan de terra; nós sociedade e nós guentes de peto bronze e alma cetim. Es é um passage que passa na Fogo entre um néscio (Nene) e um senhora de nome Nha Maria.

Era na mês de Maio, 12 hora de dia, que sol ta senta-nu riba tchada cabeça, que até nos sombra ta perda na tchon, que Nene parce na Tchã moda tudo quês otro jornada quel ta faze temporariamente pel toma gasadjo.

Normalmente, el ta mora cu pessoas quel ta senti afinidade, seguro e leal.

Pa coincidência el bate na porta certo, casa muto hospedero de Nha Maria.

Nha Maria, cu quel geto sabi, pega-l na comberso, djunto cu trabadjo e orde de cozinha. mudjer ordera e de cozinha refogado, manda se fidjo Mané tiça lume pel pode da atenção na visita que tchiga e aproveita também de caba tchana pato, codjdê djangoliso e alguns fanhangos que stà na berado casa.

Cumo és cababa de almoça, Nha Maria, mudjer sabona e também partioza, convida Nené se’l cria almoçaba, dja que tradiçan de fora sempre é agradece e recebe forasteiro sabe e contente.
Ma Nené, sem da pa nada el fra m’el ca crê ; brio de corpo...

Antan, Nha Maria continua ta tchana pato e depôs el bai pa berado casa, distância que inda ta permeti-l papia normal cu Nené [ assim pel ca fra m’el da-l costa], codjê djangoliso e alguns fanhango botado.
Nené arrependido e desesperado cu refogado que começa ta bem de cozinha, tchero propi que ta abri alguém apetite, continua ta dá se zubiu um bocado froxo, pamo ânsia de fome começa ta desperta n’el.
Sem pode resisti más, el bai conhos – conhos e el fra Nha Maria: Nha ca ta fra-m quel cusa que nha fraba mim quel ora?

Nha Maria, mudjer sabida e de volta tcheio, dento del é sabia que era quel almoço, má el fingi de nobo [ da pa desentendido] e el fra-l: Não, m’ca sta lembra cusé; bu pode fra-m cusé?

Nené, cu quel ar de ganância, ma também squado, fra-l: Parce-m ma nha fraba mim sim cria almoçaba; se era quel nha podia serbiba-me?

Nha Maria da quel sorriso, sinal de bondade, e Nené cu ar de néscio “bedjaco”, entende ma prato ta binha caculado.

Continua...

Napoleao Andrade

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CUMA UUU!


NB: Comberso sabido na linha e tradiçan de terra; sementera de Nho Pedro Cardoso que ta serbi-nu pa azagua. Ai se du dixa sementera caba... Es é um passage que passa na Fogo, na quês tempo que cá tinha telefone. Tota era um senhora que ta bendeba e se casa era aberto 24 hora. Mudjer de povo e pa povo.


Nho Djon – Ó nha Cumaaa! Cuma uuu!


Parbedja - Oooi, cumpa Nho Djon, cuze?


Nho Djon - Nha cá pode fra-m se nha sta bem de ca Tota, pa-m pode ba la recto paga nha conta?



Parbedja – Nho rapiti pamode m-obil trapadjado...


Nho Djon – Nha ca pode fram se nha sta bem de ca Tota?


Parbedja - Nha minis e nha Maria, nhos serbi-m testemunha, pamo cumpa dja farta-m ruspeto na frente nhos tudo.
A ca de Ré é é! Mi cumpa dja fronta -m cu nha marido e cu tudo mundo. Cuze que m-ta faze, mama?
Bandurria pa sisim, não! Nhos serbi-m testemunha pamo dja-m funda Bila pa-m mostra cumpa qanto m-bale.


Trampolina tranca, Nho Djon fitcha porta, até que Cabo-chefe bem tchiga.
Tudo pronto na tribunal, Juiz começa pa queixosa, na seguinte tom:
Senhora Parbedja o que é que a senhora ouviu da boca do senhor João?


Perbedja, tudo engasgado, cu tremura na canela, explica tudo e testemunha confirma ma Nho Djon pergunta-l em voz alto e bom som se Perpedja stà ta bem de cá Tota. Quês otro que staba presente fica tudo ta cochicha, sinal de cre fala ma razão sta de lado de Parpedja.
Obido Perpedja, tchiga bes de Nho Djon, confiante e cu ar de sabedor.
Qanto Juiz da-l palavra el pedi um quadro preto e um giz. Juiz fra-l paqui? Antan, el insisti e depôs és da-l.


Antes de-l papia el escrebe na quadro cuza quel fra Perpedja: Nha cá pode fra-m se nha sta bem de cá Tota, pa-m pode ba la recto paga nha conta? Depos el le-l em voz alto, ta explica palavra por palavra na se contexto real, cu ex: ...se nha sta bem de cá Tota, pa mim e pa nós tudo na criolo ta significa o seguinte: Bem de ca Tota é mesmo que fala se nha sai de casa de Tota. Cá, nés contexto ta significa abreviação de casa.


Qanto Nho Djon sinta explica se comberso, juiz, Parpedja e tudo alguém fala sim senhor. Ago du meste tra tudo alguém que tem nome de Tota pa du pôs Tayota. Forte confusão na comberso criolo ora que Tota sta na meio.


Graça tuma na tribunal, até que juiz manda dá Nho Djon condecoração de Doutor, HONORES CAUSA.
Napoleão Andrade

domingo, 6 de dezembro de 2009

AMOR NA TRADICAN



NB: Amor na tradiçan, unido na letra, sílaba, palabra e cada frase na paridade e irmandade cu português; na harmonia e tradição de terra, rumo a língua caboverdiana.
............................................................................................................................................
Dja-m corda cu trabesero modjado
Debaxo de saluço e lembrança maguado
Na jogo de sentimento emprenhado
Ilustrado pa mente enganado

Dor é imagem dum punhal spetado
Na boca dum coração apaxonado
Sem perdão dum cretcheu amado
Condenado p’ um rival abandonado

Amor é magnetismo na carne entranhado
Sede e fome d’alma gemia grazinado
Lapido na corpo e alma engrudado
Perdido na sonho traçado

Cá tem consedjo que t’obido
Ora que força d’amor é querido
A não ser fingido...
Pa papá cu mama cá fica ferido

Napoleão Andrade

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

SPERANCA


Pasadinha de pena azul
Nha quê pásu d’arbisa
Nha bua-m de Norte pa Sul
Nha traze-m nobidade de Luisa

//

Trás d’orizonte
Tem terra longe
Ami riba dês monte
Cu sodade de Monge

//

Avião cruza céu
Barco trobesa mar
Bento tra-m tchapéu
Nha sonho bai n’ar

//

Oredja zubia-m, m-fra amém!
Pustana treme-m, conta-m quel mem
Mon dá-m tchusada, m-fica indem!
Pé-dibaxo cosa-m, m-pensa além

//

Pasadinha tchiriri riba casa
Malero conco-m na porta
Nha braço abri in asa
Vinte dola tchiga pa farta

Napoleão Andrade

O REFLEXO DA BOA GOVERNAÇÃO NA IGREJA CATÓLICA E SOCIEDADE


É visível a nova postura política para com a igreja católica após a queda do governo do MpD. A Boa Governação do Governo de José Maria Neves trouxe para Igreja Católica um conjunto de atenções especiais, dado às sucessivas profanações que ocorreram durante o regime do MpD. Os grupos de bandidos “ Quebra Santos” não só terrorizaram a Igreja Católica, como também serviram para diabolizar a politica, tendo o MpD servido disso para enrolar a opinião pública sobre uma questão tão seríssima como a da instituição religiosa.
Os responsáveis da Igreja sentem-se, hoje, mais tranquilos e respeitados porque a responsabilidade desse governo é de criar uma nova imagem de Cabo-Verde, rumo ao progresso e bem-estar do povo cabo-verdiano.
A onda de profanação que abalara o pais durante o mandato do MpD tem criado várias instabilidades e crispações no seio da sociedade cabo-verdiana, jamais visto num país de cultura democrática.
A politização desse caso levou ao MpD a perder o poder, dado à maturidade dos caboverdianos que entenderam a hipocresia dessse partido ao querer politizar a Igreja Católica e, dela, tirar o proveito em prejuízo da unidade entre os crentes de várias igrejas, militantes de partidos diferentes e cabo-verdianos em geral.
A instituição religiosa de Cabo- Verde tirou várias conclusões sobre a politização das profanações:

1.Viu que o MpD queria influenciar a Igreja na divisão dos cabo-verdianos;
2. Sentiu que o MpD estava a diabolizar o PAICV, cuja história política sempre defendeu espaços para que as Igrejas desempenhassem seus papéis na sociedade;
3. Alertou todos partidos políticos na resolução dos problemas nacionais, sem intrometer na vida interna e espiritual das igrejas. Pois, elas são para servir a todos cidadãos que acreditam na palavra de Deus.

Com estas observações feitas o PAICV prosseguiu sua travessia do deserto, mantendo fiel aos propósitos da luta, acompanhando de forma vigilante as manobras do poder na altura, propondo alternativas para um futuro governo, onde se pode viver longe do vandalismo e irresponsabilidade política. Não fez a promessa como o MpD que comprometeu em descobrir e colocar na cadeia todos os criminosos e varrer da sociedade todos os Thugs em Cabo-Verde. Com sentido de responsabilidade e visão da nossa possibilidade, PAICV, prometeu mais estabelidade nas Igrejas de todas as religiões com credencial no país, ofereceu mais segurança e mais desenvolvimento, sendo infra-estruturação com estradas, portos e aeroportos a prioridade principal.

A imagem de Cabo-Verde tem estado a projectar cada vez mais na arena internacional com o governo do PAICV. A visita de Hillary Clinton e o convite de Barack Obama, dirigido ao nosso Primeiro Ministro, Dr. Jose Maria Neves confirma a credibilidade do nosso país no mundo.
A dinâmica de vários males sociais como a droga ganhou influência dentro da sociedade cabo-verdiana, durante o governo do MpD, tendo como resultado, até hoje, várias ondas de crimes em termos de ajustes de conta entre essas células.
Sabe-se o quanto é difícil lutar contra narcotraficantes, mas pode-se considerar que o progresso na luta contra esse mal tem alcançado resultados satisfatórios para a limpeza de uma sociedade mais livre de drogas.
A mudança que verificou no cumprimento prático dos programas das campanhas eleitorais são visíveis a todos cidadãos que vivem dentro e fora do pais. Existe maior confiança actualmente, porque os países amigos e instituições internacionais estão mais interessados em promover ajudas para o desenvolvimento de Cabo-Verde.
As Igrejas sentem-se mais seguras com a Boa Governação do país, onde o vandalismo é quase banido como um mal social. Não querem ver este mal a ameaçar essa instituição tão importante para cabo-verdianos.

Com nova eleição de um ex- Primeiro Ministro e ex- Presidente do MpD, Dr. Carlos Veiga, a sociedade cabo-verdiana terá oportunidade de reforçar a sua posição, face ao repúdio que ainda alimenta desse homem, cujo regime foi mais a oligarquia veiguista do que uma sociedade verdadeiramente democrática.

O país vive situação de epidemia da Dengue, cuja responsabilidade e acção concreta recai também sobre ombros de uma oposição que se espera responsável e menos acusadora. Por enquando o Primeiro Ministro fazia campanha activa, com instrumentos de limpeza nos arredores da Capital, estavam os militantes da oposição sentados nos gabinetes a fazer notas de acusação, imputando ao PAICV e o Governo a culpa de existência da Dengue em Cabo-Verde.

Quando se espera de todos o envolvimento total e activo, muitos esconderam no lugar mais protegidos para deixar as indefesas crianças, mulheres e homens cabo-verdianos a sofrer de desgraça.
Precisamos de atitude e acções que influenciam a mudança de comportamento. O Primeiro Ministro de Cabo-Verde é um exemplo de um homem sensível e humilde para quaisquer situações do pais.
O MpD e seus dirigentes ficaram nos gabinetes, enquanto o Primeiro Ministro e toda a população mobilizada faziam limpeza para erradicação do mosquito.

Por isso, considera-se esse estribar do MpD contra a imagem do governo de Cabo-Verde e o país como uma estratégia falhada.
PAICV adiou uma das suas mais responsável e decisiva actividade política _ Congresso, para, num gesto de solidariedade e responsabilidade politica, agir e erradicar activamente a epidemia da Dengue que assola o pais.
O partido da estrela negra está inspirar o poema que o povo sente na alma. PAICV quer declamar este poema para o povo das ilhas.

As ilhas querem ouvir um poema diferente do MpD para o povo cabo-verdiano. Querem ouvir a oposição falar dos seus contactos com governos e instituições internacionais e dos programas credíveis para o desenvolvimento do país.Pois, que haja um Presidente do MpD à altura dos ideais sublimes desse partido e não daquele que sustenta ódio e vingança, ao ponto de criar cisão do MpD em PCD e PRD, provocando discórdias irreparáveis.

Ali ben tempo...


Napoleão Vieira Andrade,
Brockton

BOEMIA



NB: Comberso sabido e partubaxo na linha e tradiçan de terra; temprado cu sal e mantega de baca Djarfogo
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Mi ta spia-bu dentu b'odjo d’uba
Sasim, m’obi catcho ubá...
Era papa que tchiga de Cuba
Na som de música de Aruba
//
Mi cu foz riba lixa
M’ obi 3 gran de conta caí na tchon,
Na som, spremedo, de quem que mixa.
Mas, era Maria que xa bocado caí na tchon
//
É colar que rabenta
Que 3 gran de conta cai na tchon
Até que Nho Djon leba água benta
Na quel dia alegre de Nho Sandjon
//
Staba ta sperado casamento
Na imagem sés pensamento
Pa fazedo casa la Pensamento
Sem stória dês lamento
//
Nha coracan entchi d’alegria
Qanto m’acerta cu pontaria
Na colar de Maria
Sem stória bruxaria
//
Hoje, es é casado
Cu casa,
Casaco
E...

By: Spedjo d'alma

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

XO DENGUE



Mosquito morde Cabo-Verde
PAICV fica ta tchora
Na som de meninos desamparado,
Riba tchada ta tchora sangue


Na luta sem trégua
Presidente finta Dengue,
Dengue da-l na tchom,
Arbitro desesperado,
Da-l cu chobra riba cabeça


Guentes djunta
Golo entra
Na baliza de Cabo-Verde


Mosquito marca 6 golo
Cabo-verde chatea
Povo entra campo

Fumaça tranca
Lume e fumo djunta na mosquito,
Guerra bira sem dono
Dentada ta bem, terra na odjo ta bai
DDT na odjo, lume na corpo
Até que mosquito desespera
Morto, enterrado na tchom


By: Spedjo d’alma

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ALO, CUMA!

Du sta bem apresenta nhos comberso sabido na tradição de terra. Comberso bedjaco, na ponta língua brajero, que ta troca-nu sentido na hora julgamento. És tema é um passage que passa na Djarfogo na mês de Otubro, dipos de telefone sta spadjado na fora pa tudo padjigal, entre um cumpa e um cumadre.
És tema é : ALÔ!
CUMPA_ alô, comadre!


COMADRE_ Cumpa, m’sta obi nho fundo, nho pode papia-m mas rijo!

CUMPA_ ok, cumadre! Sta tchobe tempotal pra li, ate m’sta obi pupada. Mo ca-l se ca Tota que sta aberto, ntchido d’ago. Mo ca sabe, não! M’caba de tra cuza dentu del gosi li, m’bem recto casa.

COMADRE _ Modi? Nho sta pronto?

CUMPA _ sim comadre. Tchuba tchobe, tcheia corre, que cá Tota bafa de padja.
Frado ma li na Norte tchuba sta cria tcheu mosquito que sta multiplica Dengue. Tota grita sima cabalo, qanto el sinti pica riba papada. Guentis fica spantado cu dente dês mosquito. Nós Ministro sta pedi pa limpa cu ago e sabon e desinfecta cuza di manera que ta cabadu c’es doença.

COMADRE - És tene maninha de da atenção só na quel lugar na unde mudjer tem cabelo mas bedjo.
Sta na moda é “ Kel kau”.

CUMPA_ Modi! Nha sta papia-m purtubaxu comadre! Nha c’al sta da-m pé de tchiga na undi m’cre?
Mi prope é contra Alupec, ma “Kel Kau” m’gosta tcheu.

COMADRE_ Ma cha-m fra nho ma sim da nho dedo nho ta tuma braço.
Que cabo nho sta pensa?

CUMPA_ hummm... Quel que nha tene guardado a sete tchàbe!

COMADRE_ Home de Deus, na undi que mudjer tem cabelo mas bedjo? É cá na Africa?! M’ cre fra nho “Kel Kau” - Africa, undi mudjer tem só cabelo bedjo. Cabo- Verde e Cabo-Verde cu fidjo de tudo mundo. Ca tem preto, ca tem branco e nem mulado. Nós é tudo igual. Nho cuidado cu racismo de preto, cumpa!

CUMPA_ Nha ca debe explicaba me és cusa. M’staba mas dreto cu quel pensamento dento mim.

Napoleão Andrade







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Comentários dos nossos leitores
José Figueira,junior
jfigueira@wanadoo.fr
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Comentário:Nh'Rmon Napoleão,Moda é custume bô é sempre pertinente e consequente na escrita de nôs Lingua, um ta espera que esse mensája ta cuntinuá ta passá na POVE de Cab Verd.Rijo abraço Zizim

Joaquim ALMEIDA

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Comentário:Caro Napoleao ; està bem clara a tua cronica .Tenho lido alguns nesta pàgina que liberal on line poe à disposiçao dos colunistas ,que por vezes dà-me dores de cabeça para compreender o sentido das suas cronicas .,sobretudo nesta .. NOVA LINGUA NACIONAL !... sem regras,sem fundamento e sobretudo ,o que é essencial,quando se escreve ;sem concordância. Ainda bem que temos colunistas como tu ,que escreve de uma forma bem clara ,para todos aqueles que se interessam conhecer as historias do povo de Cabo Verde ,a maneira de viver da sua gente . Esta desta comadre e seu compadre ,da ilha do Fogo ,é muito gira !..Tenho gratas recordaçoes daquela ilha ,aquando da deslocaçao do Conjunto Voz de Cabo Verde ,tendo sido recebido duma forma inesquecivel ,pelos seus habitantes .A recompensa deste conjunto musical ,que foi o primeiro conjunto caboverdeano a divulgar a sua mùsica no estrangeiro ,foi simplemente a alegria do seu povo ,ao receber -nos pela primeira vez ,em janeiro de 1968 ,-como vês,jà là vao muitos anos - e que os (foguenses),também contribuiram ,ou melhor dizendo,participaram nessa aligria .Espero um dia là voltar e ter o prazer de relembrar aqueles bons momentos que là passei com os meus companheiros . Aquele abraço Napoleao .Um criol na Frânça ; Morgadinho !..

Et
etelvinogracia@gmail.com
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Comentário:Entendemos perfeitamente o que escreve o Napoleão, porque somos alfabetizados. Morgadinho, um recado para si: Seja mais inteligente ka nho mete nes kuza di Lingua ki nho sa ta mostra ma nho ta ntende ZERU. Kantor/konpozitor/muziku formadu... Nho skrebe, suma nho sabe pa nho kanta sima nho kre... Nu gosta txeu di "OH mascrinha!

Marsianu nha Ida padri Nikulau Ferera
marciano_moreira@yahoo.com
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Comentário:Sobri ALUPEC i ofisializason di nos lingua - odja opinion di algen di Santu Anton ki studa lingua kabuverdianu ti ser lisensiadu, ti ser mestri, ti ser (pokus dia dipos di es entrevista) doutor, lisin: alfa.cv/index.php?option=com_content&task=view&id=6895&Itemid=104 (ka ba skese po na prinsipiu: h t t p : / / w w w ) **** Peranti kualker difikuldadi na entra na es link, ba na www.google.com (asegura preferensia di buska = kualker lingua) i faze buska ku es spreson li: Palavras di un linguista di Santu Anton

Djoza
djoza@hotmail.com
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Comentário:Quanto pagaram para ele vender a alma santantonense? Dinheiro e alavanca do mundo, pior de um pobre coitado. N'cris dze-b ma gente sintanton a inda tem quel pinguinha di tradison cabverdian.

Henrique De Pina Cardoso
hpcardoso@mail.telepac.pt
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Comentário:Napoleão Parabéns ! Parece-me começaste a ser perseguido por extraterrestre que não tem nada para fazer na vida! Criol de Djarfogo êh sábi óqi bú lagâl bós ... Criol de Djarfogo é prumero na tudo cabo...Baza qêl criolo li tudo argúem tâ 'ntendêl... Criol de Djarfogo êh suma tchuba na padjigal el fazê padja nobo nêcê cumâ el tâ fazê bedjo rabenta... Lembra de soquera qi tâ fidjon pedra qú fijon figuera trapadjado gô... Cuidado com a perseguição que o dito é perigoso... Mantenha desde cá do exílio. Algures entre o Cabo da Roca e os Montes Urais.

Et
etelvinogracia@gmail.com
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Comentário:Entendemos perfeitamente o que escreve o Zizim Figuera, porque somos alfabetizados. Escreve essas STORIAS MINDLENSES DE SONCENTE CAB VERD e nós seguimos/lemos com muito interesse... porque essas estórias que registam ortograficamente e bem os factos de uma “cultura”, desde há muito tempo. Fazemos votos para que tenha muita saúde e que continue a escrever o seu crioulo segundo esse modelo "etimológico". O Zizim não precisa de aprender a escrever com AK para ser entendido pelos alfabetizados. Já agora acrescentamos, todos aqueles senhores que estão habituados a escrever Um Crioulo “à moda de escrita etimológica” podem continuar a escrever “lindamente” os seus versos, as suas crónicas e os seus Romances. Haverá sempre pessoas com formação académica para “converter”, se necessário for, os seus textos à nova ortografia, sem prejuízo. Ser contra o AK instituído, que brevemente fará parte do sistema de ensino-aprendizagem em Cabo Verde, é uma batalha perdida. 1. Morgadinho, um recado para si: Seja mais inteligente, ka nho mete nes kuza di Lingua pamodi nho sa ta mostra ma na area di Linguagem Humana nho ta ntende poku. Morgadinhu é mais um exímio Kantor, konpozitor, muziku formadu... Nho skrebe, suma nho sabe pa nho kanta sima nho kre... Nu gosta txeu di "OH mascrinha! Agora, informamos as pessoas que são contra o AK, a Nova Geração Universitária CV está sendo formada desde 2000 até esta data e, está sensibilizada para escrever a sua variante do crioulo fazendo uso do AK. Os Napoleãos (e pseudónimos não autorizados) e companhia têm toda a liberdade de escrever como bem entenderem que terão leitores atentos! A Nova Geração quer utilizar esta nova ferramenta para escrever as suas “vivencias” na sua variante dialectal de forma científica para uma Nova Geração de Leitores. Si ca Tota pega Lumi, era pamodi era kaza l padja, du ta po-l el beton. Nem mais!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

EM DEFESA DE VIOLINO & VIOLÃO E FERRO & GAITA


Na perspectiva de encontrar a cabo-verdianidade na diversidade e unidade nacional, dizíamos que ela é fruto da fusão da cultura europeia e africana ao longo de séculos.
Se por razões de conveniência racista do regime colonial português povoou as ilhas de forma selectiva, conforme a raça, não impediu ao longo dos séculos a dinâmica de cruzamento entre elas e nem a sua socialização.
Antes o Badio era um grupo homogéneo, assente na etnia puramente africana e com traços culturais (tabanca, batuku, funana, finason) bem identificados, vivendo isolado na sua própria tabanca. Dizemos Tabanca porque, como podemos verificar os grupos de tabanca estão ligados, supostamente, às tribos de origem.
Com relação ao Sampadjudo podia-se, também, dizer que era um grupo heterogéneo, formado de várias raças, com predominância dos brancos sobre os negros (europeias, africanas e outras, caso de indianas) e com traços culturais diversificados (morna, coladeira, cola, mazurca, etc), vivendo num espaço aberto por todo território nacional.
Com o evoluir da história e mudanças profundas sobre a dominação colonial no mundo e luta pela liberdade nacional, as relações sócio-culturais começaram-se a despertar nos povos uma nova visão do mundo, com possibilidades de viajar entre as ilhas, estabelecer comercio, sampadjudo a morar nos rincões de Santiago, casar-se e intensificar a mestiçagem, rumo a cabo-verdianidade democrática.
O marco importante dessa liberdade é o da subida de Tabanca e Ferro e Gaita, pela primeira vez ao Plateau _ Praia, com a Independência Nacional a 5 de Julho de 1975.
Hoje, na nossa perspectiva não existe o “ badio” e nem o “ sampadjudo” do ponto de vista étnico, porque a intensa mestiçagem diluiu toda as anteriores identidades, para, numa dinâmica sem fim, criar uma nova identidade democrática, fruto da unidade nacional.
O Badio era/é, caso exista na mentalidade de alguma pessoa, o grupo minoritário. Existe alguma confusão em confundir que tudo que está dentro de Santiago é “Badio”.
É uma falsa ideia ter “Badio” como maioria em Cabo-Verde. Santiago é a ilha com maior população, mas não quer dizer que tudo que lá está,têm uma identidade “badia”.
Nem tudo que esta dentro de Santiago identifica com alguns radicalismos da existência do "badio étnico" que se quer fazer escola politica nas “tabancas” dos saudosistas.
Hoje, Cabo-Verde apresenta um novo rosto sobre esta temática e precisa ultrapassa-la com altruísmo e sabedoria.
A democracia em toda esfera de vida nos ensinou que as casas construídas nas ribeiras de Santiago por sampadjudos e "badios" que vivem no Mindelo são frutos de um sentimento caboverdiano, coberto pelo manto da Independência Nacional.

Napoleão Andrade
OBS: Dipos des leitura tcheca es video de Cisaria Evora e Salif Keita, please!